DIEESE aponta os impactos do aumento do salário mínimo para R$ 1.621,00

Marcelo Cassall Jr. / Agência Brasil
DIEESE aponta os impactos do aumento do salário mínimo para R$ 1.621,00

Em Nota Técnica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou os impactos do aumento do salário mínimo 2026. A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo oficial no Brasil foi fixado em R$ 1.621,00, representando o reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor anterior.

Conforme dispõe o artigo 3º da Lei nº 14.663/2023, que estabelece a política permanente de valorização do salário mínimo, o reajuste anual do salário mínimo considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses findos em novembro do ano anterior e crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) apurado pelo IBGE referente a dois anos antes.  Esses dois componentes têm como objetivo recuperar o poder de compra do salário e a garantia de aumento real do piso salarial. Com o reajuste para R$ 1.621,00, o incremento de renda na economia será de R$ 81,7 bilhões.

O reajuste do salário gera impacto fiscal relevante, principalmente na Previdência Social. Benefícios de até um salário mínimo concentram a maior parte dos beneficiários, e cada R$ 1,00 de aumento acrescenta cerca de R$ 380,5 milhões por ano às despesas previdenciárias, resultando em um custo adicional estimado de R$ 39,1 bilhões anuais. 

No setor público, o impacto é mais significativo nos municípios, especialmente no Nordeste e no Norte, sendo residual nas administrações federal e estaduais.

A valorização do salário mínimo amplia a renda da base da pirâmide social, estimula o consumo e contribui para a redução das desigualdades. Além disso, parte do aumento das despesas retorna ao Estado via arrecadação tributária, o que fortalece a economia. 

Fonte: Trechos da Nota Técnica n°289 do DIEESE

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